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A Arquitetura Da Escola De Música Da UFRJ E A Sua Importância Para A Construção Cultural Do Brasil

O prédio histórico que abriga a Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) é um marco significativo da arquitetura e cultura do Brasil. Localizado na Rua do Passeio, no centro do Rio de Janeiro, o edifício tem uma história rica e é um testemunho da evolução da cidade e da educação musical no país.

O prédio, que originalmente serviu como sede do Conservatório de Música, foi inaugurado em 1848. A construção foi projetada pelo arquiteto francês Grandjean de Montigny, um dos principais responsáveis pela introdução do estilo neoclássico no Brasil. O edifício é um exemplo notável desse estilo, com suas colunas imponentes, frontões triangulares e simetria equilibrada.

Ao longo dos anos, o prédio passou por diversas reformas e adaptações para atender às necessidades da Escola de Música. No entanto, muitos dos elementos arquitetônicos originais foram preservados, permitindo que o edifício mantivesse seu charme e importância histórica. As salas de aula, auditórios e outras dependências internas são testemunhas de inúmeros momentos significativos da história da música brasileira.

A Escola de Música da UFRJ é reconhecida nacional e internacionalmente por sua excelência acadêmica e artística. Ao longo de sua existência, formou músicos, compositores e maestros de renome, contribuindo significativamente para o desenvolvimento cultural do Brasil. O prédio histórico, com sua acústica excepcional e ambiente inspirador, desempenha um papel central nesse processo, proporcionando um espaço onde tradição e inovação se encontram.

Além de sua função educacional, o edifício é um importante centro cultural, abrigando concertos, recitais e eventos que atraem tanto a comunidade acadêmica quanto o público em geral. Suas salas e auditórios frequentemente recebem apresentações de alta qualidade, oferecendo uma rica programação que inclui desde música clássica até gêneros contemporâneos.

O prédio histórico da Escola de Música da UFRJ não é apenas um monumento arquitetônico, mas também um símbolo vivo da cultura e da educação musical no Brasil. Seu legado continua a influenciar e inspirar novas gerações de músicos, garantindo que a rica tradição musical do país seja preservada e perpetuada.

Em entrevista ao portal Conexão UFRJ, mantido pela Universidade a fim de desvendar características das áreas da instituição, Maurício Castilho, que é coordenador de Preservação de Imóveis Tombados (Coprit/ETU), falou sobre as intervenções que a UFRJ vem realizando nos dois pavilhões históricos da EM, que estão promovendo a renovação da parte elétrica do Salão Leopoldo Miguez, do foyer, das áreas administrativas e de algumas salas de aula, para gerar maior segurança para o funcionamento da instituição.

História da música do país

A Escola de Música sempre esteve ligada diretamente à história do ensino musical no Brasil. Em 1985, foi criado o primeiro programa de pós-graduação de música no Brasil, tornando a instituição ainda mais relevante para a pesquisa na área. Em 1924, foi criada a primeira orquestra do Rio de Janeiro, atualmente conhecida como Orquestra Sinfônica da UFRJ, que visa, principalmente, proporcionar um espaço de formação de excelência no país.

Músicos e regentes aclamados pela crítica compuseram a comunidade acadêmica da Escola de Música, tanto como alunos quanto como servidores, a exemplo de Henrique Alves de Mesquita, Zaíra de Oliveira, Anacleto de Medeiros, Francisco Braga, Leopoldo Miguez e Henrique Morelenbaum.

Nomes de grande relevância para o Brasil marcaram presença no conservatório. Eliane Magalhães, técnica em assuntos educacionais da unidade, lembra de Pixinguinha e Tom Jobim. “Pixinguinha e Tom Jobim também passaram brevemente pelas salas da Escola de Música. Já José de Lima Siqueira foi professor na instituição e teve um importante papel na profissionalização de músicos no Brasil, mas foi afastado após o Ato Institucional nº5 (AI-5), durante a ditadura civil-militar”.

A Biblioteca Alberto Nepomuceno, batizada em homenagem ao professor e diretor da EM, também guarda em seu acervo relíquias da história musical do país, como manuscritos, partituras, livros, registros fonográficos e documentos únicos. Entre elas, a coleção The New Grove Dictionary of Music and Musicians, uma importante enciclopédia histórica publicada no século XIX.

O prédio histórico e emblemático da Escola de Música da UFRJ tem seu registro no 7º Ofício de RGI da capital, localizado na rua Sete de Setembro, nº 32, 3º andar. O cartório fica em uma das ruas mais movimentadas do centro do Rio de Janeiro e contempla registros de imóveis de bairros como Catumbi, Estácio, Freguesia da Candelária, Rio Comprido e Santa Teresa. 

Fonte: Assessoria de comunicação – CNB/RJ

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