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Copacabana Palace: A História Do Icônico Prédio Que Já Hospedou Grandes Celebridades Internacionais

Hotel construído entre 1919 e 1923 a pedido do então presidente Epitácio Pessoa, tinha o objetivo de ser imponente e marcante para quem visitasse a capital do país

Famoso pela sua exuberância, o “Copa”, como é conhecido o Hotel Copacabana Palace, se tornou um ponto turístico da cidade do Rio de Janeiro. Sua história começa com o pedido do presidente Epitácio Pessoa, que governou o país entre 1919 e 1922. Na época, o Rio era capital do País e para dar imponência à cidade, Epitácio queria um grande hotel de turismo que pudesse hospedar convidados para a Exposição do Centenário da Independência no Brasil.

O empresário dono da obra, Octávio Guinle, adquiriu o terreno em Copacabana, na via que já havia sido alargada, para a construção da grandiosa obra de arte. Francisco Castro Silva também trabalhou com Octávio na condução da construção. Já o projeto foi idealizado por Joseph Gire. 

Inspirado nos grandes hotéis da Riviera Francesa, a riqueza de detalhes que era implementado no Copacabana Palace, buscava aproximar o Rio de Janeiro de alguns dos destinos turísticos mais badalados do mundo.

O prédio é tombado pelo IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e tem seu nome atribuído a “Copacabana Palace Hotel: prédio”. Em sua ficha completa, constam informações como a localização, dois endereços por ser uma esquina – Av. Nossa Senhora de Copacabana, nº 291; Av. Atlântica, nº 1702 – Rio de Janeiro – RJ, número do processo – 1186-T-1985 e dados que constam no livro do Tombo Histórico, inscrição e data – nº 506, de 14/08/1986.

O empreendimento também é tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural, o INEPAC. Por lá, é atribuído como “Teatro do Hotel Copacabana Palace”. Constam ainda número do processo – E-18/001.718/2002 e data do tombamento provisório, que é de 30/12/2002. Pelo Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH), da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro (PMRJ), há outras informações adicionais, como a parte da Pérgula e da Piscina. Esta resolução foi realizada pela Lei n° 793 de 12/12/85 (sancionada) – DOM n° 241 de 16/12/85; pela Lei n° 3.531 de 07/04/03 – DO RIO de 15/04/2003, pelo Decreto n° 30.026 de 29/10/08 – D.O. RIO de 30/10/2008 e também pelo Decreto n° 30.026 de 29/10/08 – D.O. RIO de 30/10/2008. Nesta esfera, o tombamento é definitivo, porém não averbado.

Para fins de Preservação Histórica e Cultural, o Nome do Hotel Copacabana Palace, Situado na Av. Atlântica, em Copacabana, conta com uma resolução de tombamento, prevista na Lei n°5.958 de 16/09/2015 – D.O.Rio de 23/10/2015 junto a uma anotação de uma representação de inconstitucionalidade.

O Iphan define o projeto do Copacabana Palace como “uma arquitetura que segue a linha e o modelo dos grandes hotéis de balneário do final do século XIX e início do XX, e constitui-se em significativo exemplar do ecletismo em voga na época. Serviu como uma das bandeiras dos arquitetos ecléticos”.

O Hotel nasceu de uma negociação entre o proprietário Octávio Guinle e o Presidente Epitácio Pessoa, em 1920, que desejava receber com grande pompa as celebridades internacionais que viriam ao país para a comemoração do Centenário da Independência, em 1922. O Hotel não ficou pronto para a Exposição de 22. Diferentes fatores contribuíram para o atraso das obras, como: as ressacas e a dificuldade de construção de um edifício daquele porte em solo arenoso. Sua construção foi inspirada nos moldes do Hotel Negresco em Nice, e Carlton em Cannes.

O Hotel Copacabana Palace com a planta perfeitamente acadêmica e simétrica, resolvia de modo prático os principais problemas funcionais do complexo programa, dado tratar-se de um hotel de alto luxo e de um cassino, que depois da proibição do jogo no Brasil, serve como espaço cultural. A decoração era em estilo Luís XVI, mas tratava-se apenas de revestimento aplicado sobre estrutura oculta. São obras recentes a piscina e dois anexos, à esquerda da fachada da praia, e um edifício com apart-hotel voltado para a Av. Copacabana. Adquiriu fama internacional pelo seu padrão de qualidade: o cimento veio da Alemanha, o mármore de Carrara, na Itália, os vidros e os lustres da Checoslováquia e os móveis da França.

Pelo INEPAC, o empreendimento é descrito como o “primeiro dos grandes hotéis de praia do Brasil, construído por iniciativa da família Guinle para explorar as possibilidades turísticas da orla oceânica da cidade, que começava, então, a ser ocupada”.

O projeto do arquiteto francês Joseph Gire de 1917, conferiu ao edifício um aspecto exterior eclético, com linguagem estilística inspirada na arquitetura setecentista francesa. A estrutura em concreto armado com oito pavimentos e a implantação de frente para três ruas garantem ao grande hotel presença marcante na paisagem urbana da avenida Atlântica.

A obra foi executada pela Companhia Construtora Nacional, uma das primeiras empresas modernas de construção no Brasil, e o hotel foi inaugurado em 1923. Além da importância arquitetônica e urbanística da edificação, o hotel ocupa hoje um importante lugar na memória da cidade e do país por hospedar, há mais de oitenta anos, os visitantes ilustres do Rio de Janeiro, entre reis e artistas, chefes de estado e celebridades mundiais.

Fonte: Assessoria de Comunicação – CNB/RJ

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