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Foram 174 atos autenticados este ano contra 98 registros nos primeiros seis meses de 2020; busca por serviços on-line também aumentou

Rio de Janeiro – Um levantamento estatístico feito pelo maior cartório de ofício de notas do Estado do Rio de Janeiro indica que a busca pelo registro de testamentos cresceu 77,5% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período do ano anterior.

Os dados absolutos do 15ª ofício de notas, aos quais o Metrópoles teve acesso, mostram que o número de documentos de distribuição de patrimônio saltou de 98 nos seis meses iniciais de 2020 para 174 até o fim de junho deste ano.

Um dos fatores que explicam o aumento é a evolução da pandemia de Covid-19. “A morte de pessoas jovens, que não faziam parte da população de maior risco me levou a deixar formalizadas minhas vontades, principalmente as questões de sucessão patrimonial”, explica a advogada Carolyne Albernard, 41 anos.

Jovem, divorciada e bem de saúde, a advogada é uma das pessoas que se prepararam para garantir, por exemplo, a segurança do patrimônio que será herdado pelo seu filho, de 9 anos.

“Fiz questão de deixar registrado quem, na minha falta, seria o gestor do patrimônio herdado pelo meu filho antes de sua maioridade civil. Além disso, também manifestei minha vontade de que fosse preservado o seu direito de convívio com os tios e avós maternos, no caso da minha ausência”, conta Carolyne.

Essa mudança de comportamento foi percebida nos cartórios não só pelos atos registrados, mas pelas histórias carregadas de sentimento, emoção, expectativas e medos ouvidas pelos funcionários das repartições.

“Até mesmo pessoas mais jovens, que não costumam buscar esse tipo de serviço, têm nos procurado com o objetivo de garantir o futuro dos que amam”, afirma Michelle Novaes, substituta legal do 15º Ofício de Notas.

Serviços on-line

Neste ano, também aumentou o número de pessoas que buscam os serviços oferecidos pelos cartórios por meio do atendimento virtual, autorizados pelo Judiciário logo após a adoção das medidas de restrição e distanciamento social, em abril de 2020.

Durante os nove meses em que o sistema vigorou em 2020, de abril a dezembro, foram registrados 474 atos digitais, como compra e venda de imóveis, inventários e, até mesmo, divórcios. O número saltou para 990 transações apenas nos seis primeiros meses de 2021.

“A tecnologia existe para facilitar as nossas vidas e deve ser usada para aproximar os cidadãos dos serviços públicos”, orienta Fernanda Leitão, tabeliã do 15º Ofício de Notas.

Fonte: Metrópoles

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