Entenda o que muda no sistema e na gestão das informações das serventias extrajudiciais
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) publicou, em março de 2026, o Provimento nº 218, que altera o funcionamento do sistema Justiça Aberta e estabelece novas diretrizes para a alimentação, atualização e gestão dos dados das serventias extrajudiciais em todo o país.
A medida reforça exigências já previstas no Provimento nº 149/2023 e tem como foco a padronização, a rastreabilidade e a qualidade das informações enviadas pelos cartórios, ampliando a transparência e a confiabilidade dos dados utilizados pelo Judiciário.
O que muda no sistema
Entre as principais alterações está a obrigatoriedade de registro de autoria em todas as inserções e modificações realizadas no sistema. Na prática, cada atualização passa a ser identificada, permitindo maior controle, rastreabilidade e possibilidade de auditoria.
O provimento também reforça que os dados devem ser completos, consistentes e compatíveis com outras bases oficiais, além de prever integração progressiva entre sistemas, com o objetivo de reduzir divergências e melhorar a qualidade das informações.
Outro ponto relevante é a criação de um identificador único nacional para cada cartório, composto por seis elementos. O mecanismo permite acompanhar a trajetória das serventias ao longo do tempo, inclusive em casos de reorganização administrativa ou incorporação de acervo.
A norma ainda revoga o Provimento nº 24/2012, considerado defasado diante do avanço da digitalização dos serviços, consolidando um modelo mais alinhado à gestão de dados e à fiscalização baseada em tecnologia.
O que isso muda na prática para os cartórios
As novas regras impactam diretamente a rotina das serventias ao reforçar padrões mais uniformes para o envio e atualização de informações ao sistema nacional.
Com maior padronização e rastreabilidade, o modelo contribui para reduzir inconsistências entre dados, aumentar a segurança dos registros e fortalecer a confiabilidade das informações prestadas pelos cartórios.
Para o setor, a principal mudança está no reforço da segurança jurídica dos procedimentos de gestão e no aprimoramento dos mecanismos de controle e fiscalização aplicados às serventias extrajudiciais.



