skip to Main Content

Na sessão realizada nesta segunda-feira (28/6), o Órgão Especial prestou homenagem aos desembargadores Ferdinaldo do Nascimento e Lindolpho Morais Marinho que se despedem com a aposentadoria compulsória do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ). 

Para o presidente do TJRJ, desembargador Henrique Carlos de Andrade Figueira, a aposentadoria dos magistrados é carregada de muita emoção.

“A despedida de colegas é sempre um momento de muita emoção por conta do longo convívio. No caso, 19 anos do desembargador Ferdinaldo e 15 anos do desembargador Lindolpho, onde vivemos relacionamentos positivos. O convívio fraterno é, neste momento de despedida, um corte na carne, mas como todo corte, cicatriza e essa cicatriz é indelével, pela competência, pela educação, pela cultura que se portaram durante esse longo período em que estiveram em nosso convívio. Parabéns aos dois pela nova vida que se inicia e pelo que fizeram em prol do poder judiciário do Rio de Janeiro”, declarou Henrique Carlos de Andrade Figueira, que entregou aos homenageados o colar e o diploma do Mérito Judiciário. 

“Um traço que avulta em ambos, sobrepujando todos os outros, é talvez aquele que mais convém ao juiz, o dom de trazer ao processo ponderações e fundamentações sólidas. Vossas excelências continuarão presentes através das ideias que deixaram expressadas em suas decisões e, certamente, irão se converter em bússsolas precisas na solução dos conflitos”, disse o desembargador Celso Ferreira Filho, que foi indicado pelo presidente do TJRJ para conduzir a cerimônia. 

Celso Ferreira Filho destacou a carreira dos homenageados. Ferdinaldo do Nascimento ingressou há 19 anos na magistratura pelo quinto constitucional, com a indicação do Ministério Público, após se sobressair no exercício da função de procurador da Justiça e integrar a banca de examinadores dos concursos da Faculdade Cândido Mendes. No TJRJ, o desembargador atuou na 14ª Câmara Cível e ocupou a presidência da 19ª Câmara Cível. A sua aposentadoria será efetivada no próximo dia 30.

O desembargador Lindolpho Morais Marinho ingressou em 2006 na magistratura também pelo quinto constitucional, por indicação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Ele exerceu a advocacia em Petrópolis, assim como a função de professor na Universidade Católica da cidade serrana. O desembargador Celso Ferreira Filho lembrou da convivência com o irmão do homenageado, o desembargador Marlan Marinho que faleceu em fevereiro deste ano. O desembargador Lindolpho Morais Marinho tinha assento efetivo na 16ª Câmara Cível. 

Ao manifestar o seu agradecimento, o desembargador Ferdinaldo do Nascimento ressaltou a amizade construída ao longo dos 19 anos de carreira no TJRJ com seus colegas magistrados e serventuários.

“Saio com o coração partido, o dever cumprido e fica a saudade desta casa”, disse o desembargador.

Lindolpho Morais Marinho agradeceu aos colegas e, em especial, o desembargador Celso Ferreira Filho pela lembrança da figura do irmão. Disse se dedicar há 51 anos ao Direito e, com a aposentadoria, vai retornar à advocacia. 

“Cumpri o juramento que fiz, quando entrei no tribunal. Dediquei-me ao tribunal e a seus membros, aos quais declaro o meu carinho. Parece que foi ontem que cheguei ao Rio”, disse o desembargador, que ressaltou ser um sobrevivente da Covid-19. Agradeceu também aos servidores da 16ª Câmara Cível. 

Currículo dos homenageados

Desembargador Ferdinaldo do Nascimento – tomou posse em 2001, com o indicação pelo MP (Ministério Público), onde esteve por 19 anos. Foi procurador de Justiça, secretário geral da associação do MP, diretor da procuradoria de Justiça e membro do conselho penitenciário. Também foi professor de direito processual penal na Universidade Cândido Mendes e integrou a banca de concurso na universidade. Na Justiça, atuou na 14ª e na 19ª Câmaras Cíveis e se tornou presidente desta última. 

Desembargador Lindolpho Morais Marinho  – Indicado pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), exerceu cargo de assessor jurídico em Petrópolis. Exerceu também o magistério, como professor de direito administrativo e constitucional da Faculdade de Direito da Universidade Católica de Petrópolis.  No Tribunal, exerceu a presidência da 16ª Câmara Cível. 

PC/GM/MB

Fotos: Brunno Dantas

Fonte: TJRJ

Back To Top